domingo, 21 de outubro de 2012

Decisão de Sobrevivencia

Depois de me sentir um dia tremendamente dorgada e de ouvir os enfermeiros dizerem que iriam aumentar a medicação de um paciente sem a autorização do seu médico pensei duas vezes em voltar a tomar aquela medicação.
Na manhã seguinte ao pequeno almoço lá estavam os malditos comprimidos, a sensação de cabeça zonza, a falta de força, sentei-me à mesa, bebi metade do leite, comi as bolachas e em seguida coloquei os comprimidos na boca, bebi o resto do leite e antes que se derretessem peguei o guardanapo e simulei limpar a boca, onde deitei os comprimidos anda antes de começarem a derreter.
Nunca ninguém desconfiou. Nessa tarde já andei menos drogada, a minha mãe já me viu de forma diferente, acreditou que a medicação estava a fazer efeito, mas mal sabia ela que a medicação era a minha força, a minha capacidade e vontade de sair daí. Nessa noite mudei o tom dos meus textos, fingi que queria ir embora e que estava tremendamente bem. Que não precisava de estar naquele sitio. Nessa visita eu fiz um juramento à minha mãe: -Eu vou sair daqui.
No dia seguinte a minha mãe levaria uma grande amiga para me ver, eu aguardava ansiosamente.
Ela não entendia como, mas eu estava realmente decidida a saír daquele local onde enfermeiros estavam mais loucos que os próprios pacientes.
A partir desse momento, não existiram mais medicamentos enquanto tive dentro do hospital, foi a minha força, a minha capacidade de sobrevivencia que me fizeram ser quem sou hoje.

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