Este blog tem como objectivo trazer à tona momentos que ainda hoje me causam pesadelos. é toda uma história que só ficará concluída quando sobre o meu corpo for colocada uma pedra.
Não nasci numa família propriamente feliz, tive mãe, pai e irmãos mas nem sempre pude contar com toda a gente.
Quando nasci, o meu pai deixou a minha mãe nas urgências e foi dormir para casa. A minha mãe não teve lá ninguém a apoiá-la, foi e é uma grande mulher.
Cresci com pai e mãe, mas a minha mãe foi sempre a base de tudo, o meu pai foi sempre o factor secundário na minha vida. E sinceramente ainda hoje não é a pessoa mais presente.
A minha mãe levou-me a primeira vez ao jardim de infância, e eu claro que berrei baba e ranho e ela escondeu-se na casa de banho para ver se eu me acalmava.
Fui sempre uma menina difícil de me alimentar. Terminei a minha estadia no jardim de infância paroquial e comecei o 2º ciclo. A minha vida até ao 3º ciclo foi depressiva, isolava-me dos outros, queria estar sozinha, estava triste, ninguém me entendia.
A minha mãe era dura comigo, mas nunca deixou que me faltasse nada. eu era tudo na vida dela, a ultima filha que ainda se mantinha no ninho.
Comecei a fumar cedo, perdi a virgindade com 15 anos, com uma pessoa que nunca mais vi.
Continuei a sentir-me isolada.
Um dia quase dei cabo da minha vida com uma caixa de antibióticos, considero hoje uma atitude egoísta e infantil.
Comecei a namorar com 17 anos, o rapaz foi acolhido em minha casa, o Cedric (nome fictício) foi o meu apoio. Tinha uma depressão, por razão nenhuma justificável, tinha-me deixado ficar assim.
O meu namoro durou um ano e meio, durante esse tempo aconteceu muita coisa. Passo a descrever:
Começou com um almoço na cantina da escola secundária, ele perguntou se podia sentar-se ao pé de mim, eu disse que sim, sentou-se e almoçou comigo, ambos calados, não houve qualquer palavra. Depois deu-me o numero dele, eu assentei-o. De noite enviei-lhe sms, e falamos um pouco.
No dia seguinte sentamos-nos num banco e jardim a conversar. E nos seguintes continuámos.
Na tarde de 15 de Novembro sentamos-nos no mesmo banco, a falar do tempo. a minha mão e a dele encontraram-se, demos as mãos num acto puro de atracção.
Entretanto ele levou-me à porta da sala, eu não queria mais largar-lhe a mão.
Tinha de ir para a aula, então larguei a mão dele, virei costas, mas quando olhei para trás ele ainda me olhava, foi então que voltei atrás e nos beijamos, um senhor da nossa escola passou e perguntou: Querem uma cama?
Foi o inicio de uma relação fantástica até ao dia em que eu conheci a Bete (nome fictício), ela era depressiva e não gostava de ver ninguém feliz, eu quis ajudá-la, mas ela não deixava, eu afastei-me do Cedric e comecei a viver para a Bete. (continua)
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